Pausas, Urgências, Confissões e Sorrisos

A alma do poeta já está desgastada, sua inspiração já não é mais a mesma, ele pensa em desistir, há palavras em sua mente, mais seu peso não permitem que elas sejam postas para fora. Pena. Queria ser o seu próprio herdeiro daqueles pensamentos mais hostis. Aquela, sua musa inspiradora, no qual o olhar era reto, direto e agressor já não te chamava a atenção, o apelo por criatividade não cessava. Porem cessou aquela mente cheia que agora tratava de ser perversa a qualquer custo, como a água de um pote, que secou matando de sede os pobres miseráveis que a dependiam.
O que querer falar com tudo isso? O que esse poeta tem haver comigo? Talvez, aprender que tudo tem um fim é uma missão difícil, onde só os fortes sobrevivem e os fracos, deslizam sua tristeza do fim em um impasse, onde só existe a aceitação por que não tem mais volta, é um caminho onde o retorno é apagado pelas entrelinhas do tempo. Olhar para traz, jamais. Olhar para frente dizendo axé a todas coisas boas, sim elas virão.
Um minuto parado, um minuto em pausa, descobriu que sua urgência a entender o subentendido era sua sina, confessou-lhe todos seus segredos, mas no fim sorriu.
Pena. Aquele poeta não compreendeu o fim. Desistiu.