Tudo é mentira. Tudo é mascarado. Tudo é irreal. Tentamos no nosso dia a dia conviver com a mentira, e não é que nos acostumamos com ela?! O ser enganado, o bobo, o otário, que tem que aturar a picardia do mentiroso. Em vezes até o mentiroso se sai como bobo, fazendo de suas idéias petulantes peripécias com palavras vans e falsas. Mesquinho é aquele que mente, mas como não mentir? A verdade dói, mas cura. A mentira alivia, mas vem à tona. Mentir, mentir, mentir.
Convivemos tanto com os ‘falsos’ que foi criado um dia só para celebrar a mentira coletiva para babacas, 1° de abril, passou e eu vi, e como vi. Mas infelizmente não é só nessas 24 horas que convivemos com a mentira. Todo o tempo em que nos submetemos ao outro, a dar a cara à tapa, temos que ouvir algo falso, algo bobo, algo para nos surpreender, nos confrontar, puro e simplesmente nos enganar mesmo.
É isso, nem toda mentira é necessária, mentir sobre sentimentos é a maior mesquinharia que alguém pode cometer com o sentimento alheio, mas, pior que mentir, é ver a mentira e não aceitar a verdade.
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{uni}verso
Cada minuto revela uma verdade não dita. Cada minuto revela uma mascara a meio rosto. Cada minuto é só mais um minuto dos centésimos, milésimos e assim por diante que ainda temos que revelar a todo instante. No verso do nosso universo, onde nossos pensamentos são onipresentes em nossas escolhas, sejam certas ou erradas, benditas ou malditas, mas que nos temos poder onipotente sobre nos mesmos de pensar em nosso uni {verso} o que queremos. Há quem se esconda, que simule pensamentos e que não mostre seu verdadeiro verso. Para que abdicar de tal liberdade para desmascarar os pensamentos? Não seria um breve acontecimento mostrar verdadeiramente a face como se é pela marca que a primeira impressão nos deixa, apesar dos pesares da duvida ou do engano, nada como a primeira vista. Só é questão de tempo, minutos, segundos. No final das contas, o tempo e a verdade é tudo que temos.
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a-b-o-b-r-i-n-h-a-s,
Idéia,
Monólogo
Subconsciente
Mergulho em um nada constante todas as vezes que escrevo, não sei se sou eu mesmo, ou se um pseudônimo toma conta de minhas idéias. Essa duvida perante e defronte a mim me questiona atos que não são cabíveis a ações sensatas. O que pensar sem saber sua própria identidade? E o pior, não poder controlar suas ações e expor as vezes de seu intimo em palavras publicas. Eu sei, ninguém possui uma identidade nem uma liberdade concreta, ela é construída e toma como principais materiais para sua formação os atos e o caráter. Logo a minha duvida esta sendo esclarecida, minha identidade eu ainda não tenho, o que vai determinar isso são minhas ações perante aos outros e como elas serão compreendidas, minha imagem eu mesmo construo, mas como ela vai ser vista, tu terás que me contar, mas para isso terás que enxergar ate o meu reflexo.
Prólogo
Idéias vazias, idéias rasas como uma poça d'agua que a leve garoa formou em uma tarde de segunda. Sei que isso é raro, insubstituível, sei que não nasci com isso, portanto, sinto como se fosse uma prótese colada em mim, a força, contra toda a minha vontade, contra todos os meus princípios. Me vi em um beco sem saida, no qual era ''tudo ou nada'', era ''pegar ou largar'' . Não peguei, nem larguei. Não dei tudo, nem fiz nada. Deixei acontecer, deixei por me levar, para mim, isso é muito importante, não posso deixar a qualquer preço, afinal nem terminei minha prece, afinal nem terminei o meu discurso, sigo em uma linha vertical onde a minha vida e diretamente proporcional a o tempo, ao decorrer dele sigo em frente, e as idéias vazias.. Estas me perseguem, não sempre, não para sempre. Que assim seja. Viva.
Passagem
Num banco de praça, sozinha, lendo um livro qualquer, em uma hora de uma tarde qualquer, estava ela. Meu olhos ficaram perplexos de surpresa em vê la, mas no momento me veio uma timidez rígida no qual não consegui quebrar, passei a diante... Me arrependi, quis voltar, mas como ela reagiria ao me ver, me reconheceria? Não sei, nunca pude voltar no tempo para saber.
Enfim, os fins complementam o meio que é comandado pelo principio. Principio pelo qual nasceu um sentimento, meio pelo qual se cresceu um amor, e o fim... Ah fim, bem, não houve fim, não há fim, que nada acabe, que fique tudo subentendido...
Enfim, os fins complementam o meio que é comandado pelo principio. Principio pelo qual nasceu um sentimento, meio pelo qual se cresceu um amor, e o fim... Ah fim, bem, não houve fim, não há fim, que nada acabe, que fique tudo subentendido...
Lembrança
Aquelas duas casinhas, singelas e simples bem no alto do horizonte, bem a cima de uma colina. Singelas, meigas e acima de tudo simples, e tua simplicidade é que chamava minha atenção... Eram as menores do vilarejo. Duas casas, uma azul e uma amarela, se completavam. Toda vez que passava pela rua meu olhar se desviava para a colina com duas casinhas em cima. Pareciam de brinquedo, e que para uma criança que só tinha oito anos, aquelas casinhas eram verdadeiros palácios... Sua riqueza de detalhes era infinda e original, só delas, nenhuma outra casa daquele vilarejo tinha tal magia. Apenas uma viela separava as duas casas, e quando chovia, ah quando chovia... subia um cheiro bom de terra molhada... uma sensação boa de paz.
Naquele vilarejo, todos conheciam todos, havia uma unica praça, uma unica igreja, e era chamado de interior, haviam pessoas honestas, que trabalhavam, davam duro, criavam seus filhos com perseverança e garra, mesmo não tendo nenhum vintém em seus bolsos e as vezes tendo que penhorar o que tinham, gente humilde, gente de fé.
Senhoras e senhoras, avante, pé na estrada, mãos calejadas, mais um dia de trabalho duro. O que se pode fazer, apesar de tudo as pessoas desse vilarejo eram felizes, sempre com um sorriso estampado, vivendo do que produzem, sendo honestos.
A noite, chamam todos para fora, pegam um pouco de lenha, tacam fogo, mais uma historia a contar. Ah as historias, lembro-me muito bem das historias da vovó, sobre aquele sertão prospero, de um povo prospero, como um dia já foi e como se depender de nos será um dia.
E lá acima, naquele horizonte, naquela colina, as duas casinhas, sempre ali... Para sempre ali.
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Trajetória
Saio, não sei quando retorno, quando voltar, trago para ti, poemas sob encomenda, frases sob medida, palavras que um dia foram postas a venda.
O que me resta além de uma festa na mente, o que te resta além de uma brecha no teu coração?
Como disse, não sei quando retorno, pode demorar...
Vou sair, pelo mar... Ah, mar... Infinito e grande é o horizonte azul, deslumbrante e belo que guarda meus segredos mais sagrados.
Viajar pelo ar, impalpável, tão tênue, porém posso te sentir e te ouvir, ar que passa por todos os lugares, me conta histórias maravilhosas sobre o mundo.
Passear pela terra, forte e rígida, me da sempre forças para chegar ate o final de uma longa jornada.
E no final, de uma longa e duradoura viajem, retorno aos teus braços, para preencher a brecha que há no teu coração...
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Transparência
Caminhando pela multidão, pessoas me olham como um ser transparente. Me veem e logo ditam que estou triste ou feliz, cansado ou irritado. Transparente? Só se for por fora, me sinto tão opaco as vezes, incapaz de transmitir nenhum tipo de sentimento. Como pessoas acham que sabem como me sinto, se nem ao menos eu sei o que me passa por dentro.
De fato, a realidade é uma ilusão... As pessoas não são como imaginamos, e nem temos certeza de que ou o que vemos ou sentimos realmente existe. Então, o que é transparente? O meu, e para mim é só. Então, a transparência existe e é de todo mundo, e é de um só, a transparência é o particular, o infinito espectro que percorre nosso ego. Ninguém sabe, e só sabe de ninguém.
Falar de pessoas é difícil, pois todas são muito variáveis e previsíveis e a maioria não são transparentes.
Prefiro não acreditar em meras e vans filosofias que contam por ai, acho isso tudo uma grande besteira, sempre prefiro acreditar em como será o meu viver, sem tentar imaginar o final. Prefiro acreditar na gratidão, na gentileza, e no perdão à tentar entender o que um leigo em certos assuntos está tentando dizer.
Pedro Braz e Thaís Carvalho
De fato, a realidade é uma ilusão... As pessoas não são como imaginamos, e nem temos certeza de que ou o que vemos ou sentimos realmente existe. Então, o que é transparente? O meu, e para mim é só. Então, a transparência existe e é de todo mundo, e é de um só, a transparência é o particular, o infinito espectro que percorre nosso ego. Ninguém sabe, e só sabe de ninguém.
Falar de pessoas é difícil, pois todas são muito variáveis e previsíveis e a maioria não são transparentes.
Prefiro não acreditar em meras e vans filosofias que contam por ai, acho isso tudo uma grande besteira, sempre prefiro acreditar em como será o meu viver, sem tentar imaginar o final. Prefiro acreditar na gratidão, na gentileza, e no perdão à tentar entender o que um leigo em certos assuntos está tentando dizer.
Pedro Braz e Thaís Carvalho
Consciência
Hoje, nada mais que hoje, a desenquietação tomou conta de mim subitamente. Não conseguia ficar quieto, parado. Na minha cabeça, ideias, muitas ideias, e nelas a certeza de que não irei realizar nem vinte e cinco por cento delas!
Por que hoje, bem no meio de uma demorada tarde de domingo, ando de um lado para o outro sem saber o que eu quero?
Será que estou enlouquecendo?
Não, Não! Não estou Não!
Isso é passageiro, eu sei que é.. Já me acontecerá outras vezes..
Me serve de inspiração, para por meus pensamentos para fora..
A desenquietação passa...
Em casa.
Por que hoje, bem no meio de uma demorada tarde de domingo, ando de um lado para o outro sem saber o que eu quero?
Será que estou enlouquecendo?
Não, Não! Não estou Não!
Isso é passageiro, eu sei que é.. Já me acontecerá outras vezes..
Me serve de inspiração, para por meus pensamentos para fora..
A desenquietação passa...
Em casa.
Sozinho me encontro em um silencio profundo. Az vezes de tão quieto que estou, até sinto um zunbido em meus ouvidos.
Relógio
Tempo, tempo, mano velho...
O tempo passa, e não para, isso é evidente.
Eu queria ter dois relógios. Um seria normal, para me acompanhar, para eu poder ver as horas. O outro, seu ponteiro principal, sei eixo, giraria no sentido contrario, anti-horário.
O relógio normal me faria viver experiências novas, conhecer pessoas novas e viver o que a vida pode oferecer.
Já com o relógio invertido, eu poderia voltar no tempo, viver momentos felizes novamente, recordar momentos felizes, fatos e acontecimentos que não se repetem e ficam guardados somente como lembranças.
Claro que isso é só um sonho. Não é real e foge de qualquer vestígio da realidade, não se pode voltar no tempo.
Certa vez, eu conheci um senhor que afirmava ter voltado no tempo. Ele perdeu o seu filho em um acidente de carro que o próprio cometera a alguns anos.
A tristeza tomou conta deste senhor e ele jurou que se voltasse no tempo ele mudava o destino desse acidente.
Um dia aconteceu de fato, ele retornou ao passado, mais precisamente aos vinte e cinco anos, na maternidade, com seu filho no braço. Naquele momento ele jurou que iria mudar o destino.
Porém os anos passaram, haviam outras coisas do seu passado que ele também queria mudar. Acabou se tornando um homem bem sucedido e também esquecendo do seu principal propósito de ter retornado ao passado, salvar a vida de seu filho.
Temos de viver a vida no sentido horário, e por mais difícil que elas sejam, ter experiências novas, o passado é passado, é só uma lembrança, que devemos guardar na mente e no coração.
O desejo de voltar ao tempo... esse é só um sonho.
Interlúdio
Lá estava ela, andando vagarosamente, delicadamente, pisava no asfalto como se aquilo fosse desabar. Mas de fato, se alguém tinha que ficar sem chão naquele momento era eu. Estava vindo em minha direção uma menina, uma mulher.
Não a via a mais de quatro anos e naquele momento me veio um forte sentimento de como estivesse a vendo pela primeira vez. Uma forte nostalgia tomou conta de minha cabeça, e aquela menina, alta, cabelos curtos e negros como rubis, tinha mudado muito em quatro anos.
Em uma fração de menos de um segundo do momento em que a vi, e do momento que selou nossa despedia foi quando nos cruzamos no meio da rua, um simples 'oi' nos desconectou daquele momento.
Não a via a mais de quatro anos e naquele momento me veio um forte sentimento de como estivesse a vendo pela primeira vez. Uma forte nostalgia tomou conta de minha cabeça, e aquela menina, alta, cabelos curtos e negros como rubis, tinha mudado muito em quatro anos.
Em uma fração de menos de um segundo do momento em que a vi, e do momento que selou nossa despedia foi quando nos cruzamos no meio da rua, um simples 'oi' nos desconectou daquele momento.
Reticências
Ontem, quando vi aquela foto, me lembrei de várias coisas de um passado nada distante e percebi como as coisas mudaram. Mudaram de cor, forma, sentido, de tudo...
Acho que a alguns anos atrás eu imaginava o hoje de outra forma. Não que eu não esteja satisfeito sobre como estou hoje, pelo contrário, me sinto muito feliz. Aquela foto me fez flutuar nas minhas lembranças agradáveis e desagradáveis, de uma forma que eu nunca tinha parado para a analisá-las .
Sempre tenho a forte lembrança de minha mãe ou minha avó falando: 'Naqueles tempos, eu soube aproveitar a minha infância...'
Pois bem, eu também aproveitei minha infância, da minha forma é claro, mas sem perder a essência que é ser criança. Meu lado infantil ainda persiste em mim, ele não está morto, ele está escondido e dia sim dia não resolve aparecer.
Acho que a alguns anos atrás eu imaginava o hoje de outra forma. Não que eu não esteja satisfeito sobre como estou hoje, pelo contrário, me sinto muito feliz. Aquela foto me fez flutuar nas minhas lembranças agradáveis e desagradáveis, de uma forma que eu nunca tinha parado para a analisá-las .
Sempre tenho a forte lembrança de minha mãe ou minha avó falando: 'Naqueles tempos, eu soube aproveitar a minha infância...'
Pois bem, eu também aproveitei minha infância, da minha forma é claro, mas sem perder a essência que é ser criança. Meu lado infantil ainda persiste em mim, ele não está morto, ele está escondido e dia sim dia não resolve aparecer.
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3x4
Meu rosto é um labirinto de expressões. Triste, feliz, calmo, quieto, nervoso, pensativo... Mas em que se encaixa aquela foto velha de alguns anos atrás que encontrei hoje por de traz de uma gaveta de um armário velho?
Sinceramente posso dizer que nesta foto não tenho expressão. Será que era mesmo eu quanto tirei esta foto?
Me recordo bem daquele dia, a foto foi tirada para fazer a matricula de uma nova escola.
Mas digo e repito - não era eu que estava naquela foto... - Eu, pessoa de múltiplas expressões faciais, parecia que não sabia usar meu rosto para dar um sorriso, ou então para fazer cara de birra.
seja o que for, não era eu.
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Contra - Capa
Clara rara alma minha que viaja em meu ser, minha existência e em todo o meu saber, meu existir.
O que existe dentro de mim alem de carne e osso?
Sou um ser oco de meras imaginações.
Tu existe mesmo alma minha?
Se existe acende em mim a luz que te prove existente, a claridade que ofusca as poucos aos olhos de que não quer ver, aos ouvidos de quem não quer ouvir, ao tato de quem não quer te sentir.
Não me faz um ser (des) almado de qualquer sentimento bom, puro e real.
Faz de mim capa e contra - capa para os outros, para que teu brilho, tua claridade não seja em vão.

