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Moral de Rebanho

Hoje, em especial hoje(sem fatores muito explicativos) eu pude, com plena convicção ''entender'' de certa forma, pensamentos, opiniões, em vários aspectos. Bastaram alguns minutos de plena atenção, reflexão e aceitação de uma verdade, que eu acredito como verdade, e que pode não ser a que a pessoa a meu lado, ou as pessoas ao meu redor.
Não tenho opiniões formadas sobre tudo, e nem quero, acho isso uma tolice, até porque minhas opiniões são invariáveis e inconstantes, mas apesar disso, sem bem o que gosto, o que não gosto, tenho minha concepção de bem e de mal, minhas crenças, mas minha curiosidade incessante me faz querer saber, pesquisar, analisar, sentir o diferente, o oposto a minha opinião, até porque não concordo com aqueles que dizem não gostar de algo, não aceitar algo, sem antes ter conhecimento, saber o que esta dizendo.
É nesse contexto que eu quero exprimir até onde eu queria chegar. Hoje eu concordo plenamente que existe uma ''moral de rebanho'', moral essa, de cunho social, político, institucional, mas não pessoal. Sim, essa ''moral de todos'' ou ''generalizada'' pode ser interpretada como tudo, menos como analise pessoal de conceitos, isso é obvio.
Ter tudo ao pé da letra, se prender a tabus comportamentais, a pudores de pensamentos ou ideológicos, se prender a uma análise dos outros, a uma opinião formada por terceiros, isso é a ''moral de rebanho'', não saber o que você pensa, mas sim, ''captar'' para si o pensamento alheio, tornar o pensamento que seria reflexivo abrindo uma brecha para o obvio.
Incomodo são certos conceitos que vão de encontro aos ''alienados'' a moral alheia, o que seria de fato determinante para que essas pessoas tornassem sua verdade tão implícita ao pensamento do outro? Será, que no que valha, até o livre arbítrio nesse quesito é falho, ou é a própria pessoa que busca certo refugio em opines impróprias. Não desrespeito a opinião do outro, de forma alguma, mas fico perplexo pelo fato de até onde a mente humana pode chegar a ficar tão submissa, tão presa a um pensamento, tão pequena, tão medíocre, não se importando nem a ampliar seu olhar a novos horizontes, isso sim, incomoda.

Inspiração

Inspiração, que queres que eu faça?
Que eu me adapte ao seu ne me quitte pas... ao seu vai e vem.
Por que some quando eu mais preciso de ti?
Por que aparece em momentos ruins, no qual não posso desfruta -la?
Ah... má, maligna, perversa e cruel inspiraçao... Se puder, posso ir até voce?
Só não quero que me deixe experimentar o fel amargo de não poder por idéias, pensamentos para fora... Minha cabeça doi, irá explodir.
Venha, venha... como uma leve brisa;
Venha, venha... como uma tempestade torrencial;
Venha, venha... como suave garoa;
Apenas venha.
Perambule na minha mente, uma saída qualquer para minhas idéias.
Mesmo que seja vagamente...
Ah... má, maligna, perversa e cruel inspiraçao... Se puder, posso ir até voce?

Transparência

Caminhando pela multidão, pessoas me olham como um ser transparente. Me veem e logo ditam que estou triste ou feliz, cansado ou irritado. Transparente? Só se for por fora, me sinto tão opaco as vezes, incapaz de transmitir nenhum tipo de sentimento. Como pessoas acham que sabem como me sinto, se nem ao menos eu sei o que me passa por dentro.
De fato, a realidade é uma ilusão... As pessoas não são como imaginamos, e nem temos certeza de que ou o que vemos ou sentimos realmente existe. Então, o que é transparente? O meu, e para mim é só. Então, a transparência existe e é de todo mundo, e é de um só, a transparência é o particular, o infinito espectro que percorre nosso ego. Ninguém sabe, e só sabe de ninguém.
Falar de pessoas é difícil, pois todas são muito variáveis e previsíveis e a maioria não são transparentes.
Prefiro não acreditar em meras e vans filosofias  que contam por ai, acho isso tudo uma grande besteira, sempre prefiro acreditar em como será o meu viver, sem tentar imaginar o final. Prefiro acreditar na gratidão, na  gentileza, e no perdão à tentar entender o que um leigo em certos assuntos está tentando dizer.


Pedro Braz e Thaís Carvalho