1% de mim mesmo em palavras.
Sou de libra, indeciso nato. Amo cinema, com uma admiração profunda por tudo que é cool, cult e retrô. As vezes acho que nasci na época errada, mas segundos após a esse pensamento vejo que estou redondamente enganado. Amo musica brasileira. Tenho preconceito com pessoas que falam alto. Não suporto barulho. O teatro, cinema e artes cênicas é como um ímã para mim. Sou tímido ao extremo. Tenho uma personalidade difícil e as vezes soa como infantil. Estou sempre bem-humorado. Apesar de gostar dos domingos chuvosos e de ócio profundo em casa, não me sinto solitário. Percebi que realitys shows são uma perda de tempo e que a televisão é só uma caixa com uma tela grande. Gosto de ler, geralmente escritores brasileiros. Não sou vulgar. Não sou fútil. Odeio modinhas. Gosto de ser o ímpar. Amo estar/rir/conversar com meus amigos. Me rendo fácil ao capitalismo. Gosto de estudar. Amo geografia. Tenho gostos estranhos. Gosto e não gosto do meu corpo. Respeito opiniões. Odeio quem 'tenta' me convencer de algo que não me convém. Não gosto de gente mórbida. Não gosto de pessoas metódicas. Amo refrigerante, mesmo sabendo o mal que faz. Tenho vontade de ter uma tatuagem, mas não encontro coragem. Tenho aversão a agulhas. Tenho fobia a sangue. Sinceridade em primeiro lugar. Tenho vontade de sair viajando só com o mochilão, porém averturar-me não é bem a minha paria. Adoro o mar, mesmo que seja só para olhar. Sei que é errado, mas julgo pela aparência. Sou meio cético a determinados assuntos. Não falo mal quando devo. Levo desaforo para casa, mas não aceito provocação fácil. Acho a ironia uma tentativa frustrada de tentar 'liquidificar' algo, é mais pratico ser direto. Não suporto futebol. Amo jogos de tabuleiro. Gosto de mim mesmo. Acho que a hipocrisia está em todos os lugares.
Postado por
Pedro B.
Marcadores:
Fulminante
Carnavália
Quiçá pudera a ver um solitário pierrô, que dentre a carnavália de ponta a ponta de um mundo imenso vaga a só sem sua colombina. Passa correndo mais um dos seus carnavais, afoito a reencontrar desde as máscaras a gôndola parada no rio negro e triste de Veneza, passando pelo axé carnavalesco do epicentro do pelô, deslizando nas ladeiras de Olinda, caçando sua felicidade dente os bonecos balançados pelo embalo de uma marchinha, o colorido do frevo lhe da a esperança, mas todo carnaval tem seu fim, e este como muitos já se foi a busca eterna e frenética por uma colombina a acompanhar um pierrô solitário por mais um carnaval foi em vão.
O que lhe restaram, além de cinzas de uma quarta... cores, amores e blá blá blá
O que lhe restaram, além de cinzas de uma quarta... cores, amores e blá blá blá
Postado por
Pedro B.
New Wave
''Tome tento'' diriam os velhos precursores da New Wave atual. Banal é o sentimento do momento, o outro é só um plural do ser humano, rotulada pelo paradigma de ser considerada a 3º pessoa do plural do próprio ser. Apenas.
A nova guarda não se importa com o passado, não valoriza o futuro e inconscientemente despreza o presente, quebrando qualquer relação com o bom, velho ''carpe dien'', ou criando um modelo acéfalo sobre um que possivelmente não existe. Não sabem viver... diriam os céticos, pelo contrário, até sabem, mas o que faria de uma nova guarda, de uma nova onda, no que se é formado frutos de gerações vazias, anti-político ou nada democráticas.
De que reclamar? Para que reclamar? Não está tudo bom?! Tudo bem?! Que seja... A voz se cala na multidão em meio a tantas outras, as mentes emboloradas com a ''new perspective'' humana ainda não chegou ao seu ápice, que sejam aqueles pseudo-harmônicos que digam em alto e bom tom tudo o que o sujeito queira ouvir.
A nova guarda não se importa com o passado, não valoriza o futuro e inconscientemente despreza o presente, quebrando qualquer relação com o bom, velho ''carpe dien'', ou criando um modelo acéfalo sobre um que possivelmente não existe. Não sabem viver... diriam os céticos, pelo contrário, até sabem, mas o que faria de uma nova guarda, de uma nova onda, no que se é formado frutos de gerações vazias, anti-político ou nada democráticas.
De que reclamar? Para que reclamar? Não está tudo bom?! Tudo bem?! Que seja... A voz se cala na multidão em meio a tantas outras, as mentes emboloradas com a ''new perspective'' humana ainda não chegou ao seu ápice, que sejam aqueles pseudo-harmônicos que digam em alto e bom tom tudo o que o sujeito queira ouvir.
Postado por
Pedro B.
Marcadores:
aqui e acolá,
conversa de boteco,
Idéia
Anáfora
Sabe o que...
Sabe o que eu quero?
Sabe o que eu quero? Mesmo?
Eu quero mesmo é sentir o vento no meu rosto.
Eu quero mesmo é sentir a brisa ao entardecer.
Eu quero mesmo molhar meus pés a beira mar, no quebrar de uma onda.
Eu quero mesmo não ter destino.
Eu quero mesmo não poder acordar.
Eu quero mesmo é contar estrelas.
Eu quero mesmo é ver o sol nascer.
Eu quero mesmo é cantar melodias, sem letras, sem ter o que fazer.
Eu quero mesmo é viver, sem saber, sem pensar, sem roteiro, sem destino.
Sabe o que eu quero?
Sabe o que eu quero? Mesmo?
Eu quero mesmo é sentir o vento no meu rosto.
Eu quero mesmo é sentir a brisa ao entardecer.
Eu quero mesmo molhar meus pés a beira mar, no quebrar de uma onda.
Eu quero mesmo não ter destino.
Eu quero mesmo não poder acordar.
Eu quero mesmo é contar estrelas.
Eu quero mesmo é ver o sol nascer.
Eu quero mesmo é cantar melodias, sem letras, sem ter o que fazer.
Eu quero mesmo é viver, sem saber, sem pensar, sem roteiro, sem destino.
Postado por
Pedro B.
Marcadores:
a-b-o-b-r-i-n-h-a-s,
Fulminante,
Poesia Gourmet
Apêndice
É como estar sentado em uma banco de praça, olhando para os rostos apáticos, sem graça. É como ficar lá, sentado, cansado de ver expressões forçadas, emoções forjadas, sorrisos vãos. Ver a vida passar, sentado, só olhando os outros, pacato, dando comida aos pombos que se aproximam. Pff, digno de uma velhinha aposentada terminado o seu tricô a rigor, ou ao menos fato clichê, demodê, para quem não tem o que fazer, a não ser olhar esses rostos apáticos que nos rodeiam.
Postado por
Pedro B.
Marcadores:
a-b-o-b-r-i-n-h-a-s,
Ficção
O que é divertido no Homem
Pensam sempre ao contrário: têm pressa de crescer, e depois suspiram pela infância perdida. Perdem a saúde para ter dinheiro, e logo em seguida perdem o dinheiro para ter saúde. Pensam tão ansiosamente no futuro que descuidam do presente, e assim, nem vivem o presente nem o futuro.
Vivem como se não fossem morrer nunca, e morrem como se não tivessem jamais vivido.
Coelho
Vivem como se não fossem morrer nunca, e morrem como se não tivessem jamais vivido.
Coelho
Postado por
Pedro B.
Marcadores:
alheios,
Fulminante
Onírica Solidão
Vejo os pingos d'agua que a chuva deixará como rastro no vidro da janela. Vejo que ela se esvai, e com ela, toda a amargura de um dia nublado e frio. Queria poder ver o brilho do sol mais uma vez, poder me incendiar com tua luz quente e viva, mas não, não há sol.
A solidão é cinza, sem cor, sem calor. É como um dia de chuva.
Há quem busque essa solidão, mas, ninguém consegue viver o resto dos seus dias em cinza, em nuvens, só.
O que é preciso a quebrar a solidão: a luz
Certa vez um sábio pediu para que um homem, triste e solitário colocasse sua mão sobre o seu rosto defronte ao sol, e lhe disse: “Sua mão é pequena, e, no entanto conseguiu cobrir totalmente a força, a luz e a majestade do imenso sol. Da mesma maneira, os pequenos problemas conseguem lhe dar a desculpa necessária para não seguir adiante em sua busca espiritual, em querer viver. Assim como a mão tem o poder de esconder o sol, a mediocridade tem o poder de esconder a luz interior. Não culpe os outros por sua própria incompetência”.
A solidão é cinza, sem cor, sem calor. É como um dia de chuva.
Há quem busque essa solidão, mas, ninguém consegue viver o resto dos seus dias em cinza, em nuvens, só.
O que é preciso a quebrar a solidão: a luz
Certa vez um sábio pediu para que um homem, triste e solitário colocasse sua mão sobre o seu rosto defronte ao sol, e lhe disse: “Sua mão é pequena, e, no entanto conseguiu cobrir totalmente a força, a luz e a majestade do imenso sol. Da mesma maneira, os pequenos problemas conseguem lhe dar a desculpa necessária para não seguir adiante em sua busca espiritual, em querer viver. Assim como a mão tem o poder de esconder o sol, a mediocridade tem o poder de esconder a luz interior. Não culpe os outros por sua própria incompetência”.
Postado por
Pedro B.
Marcadores:
Fulminante
Moral de Rebanho
Hoje, em especial hoje(sem fatores muito explicativos) eu pude, com plena convicção ''entender'' de certa forma, pensamentos, opiniões, em vários aspectos. Bastaram alguns minutos de plena atenção, reflexão e aceitação de uma verdade, que eu acredito como verdade, e que pode não ser a que a pessoa a meu lado, ou as pessoas ao meu redor.
Não tenho opiniões formadas sobre tudo, e nem quero, acho isso uma tolice, até porque minhas opiniões são invariáveis e inconstantes, mas apesar disso, sem bem o que gosto, o que não gosto, tenho minha concepção de bem e de mal, minhas crenças, mas minha curiosidade incessante me faz querer saber, pesquisar, analisar, sentir o diferente, o oposto a minha opinião, até porque não concordo com aqueles que dizem não gostar de algo, não aceitar algo, sem antes ter conhecimento, saber o que esta dizendo.
É nesse contexto que eu quero exprimir até onde eu queria chegar. Hoje eu concordo plenamente que existe uma ''moral de rebanho'', moral essa, de cunho social, político, institucional, mas não pessoal. Sim, essa ''moral de todos'' ou ''generalizada'' pode ser interpretada como tudo, menos como analise pessoal de conceitos, isso é obvio.
Ter tudo ao pé da letra, se prender a tabus comportamentais, a pudores de pensamentos ou ideológicos, se prender a uma análise dos outros, a uma opinião formada por terceiros, isso é a ''moral de rebanho'', não saber o que você pensa, mas sim, ''captar'' para si o pensamento alheio, tornar o pensamento que seria reflexivo abrindo uma brecha para o obvio.
Incomodo são certos conceitos que vão de encontro aos ''alienados'' a moral alheia, o que seria de fato determinante para que essas pessoas tornassem sua verdade tão implícita ao pensamento do outro? Será, que no que valha, até o livre arbítrio nesse quesito é falho, ou é a própria pessoa que busca certo refugio em opines impróprias. Não desrespeito a opinião do outro, de forma alguma, mas fico perplexo pelo fato de até onde a mente humana pode chegar a ficar tão submissa, tão presa a um pensamento, tão pequena, tão medíocre, não se importando nem a ampliar seu olhar a novos horizontes, isso sim, incomoda.
Não tenho opiniões formadas sobre tudo, e nem quero, acho isso uma tolice, até porque minhas opiniões são invariáveis e inconstantes, mas apesar disso, sem bem o que gosto, o que não gosto, tenho minha concepção de bem e de mal, minhas crenças, mas minha curiosidade incessante me faz querer saber, pesquisar, analisar, sentir o diferente, o oposto a minha opinião, até porque não concordo com aqueles que dizem não gostar de algo, não aceitar algo, sem antes ter conhecimento, saber o que esta dizendo.
É nesse contexto que eu quero exprimir até onde eu queria chegar. Hoje eu concordo plenamente que existe uma ''moral de rebanho'', moral essa, de cunho social, político, institucional, mas não pessoal. Sim, essa ''moral de todos'' ou ''generalizada'' pode ser interpretada como tudo, menos como analise pessoal de conceitos, isso é obvio.
Ter tudo ao pé da letra, se prender a tabus comportamentais, a pudores de pensamentos ou ideológicos, se prender a uma análise dos outros, a uma opinião formada por terceiros, isso é a ''moral de rebanho'', não saber o que você pensa, mas sim, ''captar'' para si o pensamento alheio, tornar o pensamento que seria reflexivo abrindo uma brecha para o obvio.
Incomodo são certos conceitos que vão de encontro aos ''alienados'' a moral alheia, o que seria de fato determinante para que essas pessoas tornassem sua verdade tão implícita ao pensamento do outro? Será, que no que valha, até o livre arbítrio nesse quesito é falho, ou é a própria pessoa que busca certo refugio em opines impróprias. Não desrespeito a opinião do outro, de forma alguma, mas fico perplexo pelo fato de até onde a mente humana pode chegar a ficar tão submissa, tão presa a um pensamento, tão pequena, tão medíocre, não se importando nem a ampliar seu olhar a novos horizontes, isso sim, incomoda.
Postado por
Pedro B.
Marcadores:
Duvida,
Fulminante,
Idéia
Dom Quixote
Vamos, avante! Lento, levante!
Tenha coragem, guerreiro intocável! Não se abata, não me olhe assim, com esse rosto apático! Retorne a guerra, vá a luta, não desista, vença, triunfe, e volte.
Não viva seus dias pensando que o mundo é um imenso devaneio, um estado de graça, mais sem graça, de guerra, luta diária.
Não ateie sua espada em vão, lance, aponte.
Muito prazer, ao seu dispor, se for por amor as causas perdidas. Por amor, as causas perdidas.
Tenha coragem, guerreiro intocável! Não se abata, não me olhe assim, com esse rosto apático! Retorne a guerra, vá a luta, não desista, vença, triunfe, e volte.
Não viva seus dias pensando que o mundo é um imenso devaneio, um estado de graça, mais sem graça, de guerra, luta diária.
Não ateie sua espada em vão, lance, aponte.
Muito prazer, ao seu dispor, se for por amor as causas perdidas. Por amor, as causas perdidas.
Postado por
Pedro B.
Marcadores:
Fulminante,
Musicalidade Textual
Cantada
Me conta um segredo teu
no pé do ouvido, a mão do juízo
Te pego no braço, chamo, clamo
Lhe peço um beijo, amor meu
Você me nega, me renega
Insisto, grito, peço
só três letrinhas, um sim ou não
quebraria o vinculo de tal indagação.
no pé do ouvido, a mão do juízo
Te pego no braço, chamo, clamo
Lhe peço um beijo, amor meu
Você me nega, me renega
Insisto, grito, peço
só três letrinhas, um sim ou não
quebraria o vinculo de tal indagação.
Postado por
Pedro B.
Marcadores:
Poesia Gourmet

