Sabe o que...
Sabe o que eu quero?
Sabe o que eu quero? Mesmo?
Eu quero mesmo é sentir o vento no meu rosto.
Eu quero mesmo é sentir a brisa ao entardecer.
Eu quero mesmo molhar meus pés a beira mar, no quebrar de uma onda.
Eu quero mesmo não ter destino.
Eu quero mesmo não poder acordar.
Eu quero mesmo é contar estrelas.
Eu quero mesmo é ver o sol nascer.
Eu quero mesmo é cantar melodias, sem letras, sem ter o que fazer.
Eu quero mesmo é viver, sem saber, sem pensar, sem roteiro, sem destino.
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Apêndice
É como estar sentado em uma banco de praça, olhando para os rostos apáticos, sem graça. É como ficar lá, sentado, cansado de ver expressões forçadas, emoções forjadas, sorrisos vãos. Ver a vida passar, sentado, só olhando os outros, pacato, dando comida aos pombos que se aproximam. Pff, digno de uma velhinha aposentada terminado o seu tricô a rigor, ou ao menos fato clichê, demodê, para quem não tem o que fazer, a não ser olhar esses rostos apáticos que nos rodeiam.
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Pedro B.
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Ficção
1° de Abril
Tudo é mentira. Tudo é mascarado. Tudo é irreal. Tentamos no nosso dia a dia conviver com a mentira, e não é que nos acostumamos com ela?! O ser enganado, o bobo, o otário, que tem que aturar a picardia do mentiroso. Em vezes até o mentiroso se sai como bobo, fazendo de suas idéias petulantes peripécias com palavras vans e falsas. Mesquinho é aquele que mente, mas como não mentir? A verdade dói, mas cura. A mentira alivia, mas vem à tona. Mentir, mentir, mentir.
Convivemos tanto com os ‘falsos’ que foi criado um dia só para celebrar a mentira coletiva para babacas, 1° de abril, passou e eu vi, e como vi. Mas infelizmente não é só nessas 24 horas que convivemos com a mentira. Todo o tempo em que nos submetemos ao outro, a dar a cara à tapa, temos que ouvir algo falso, algo bobo, algo para nos surpreender, nos confrontar, puro e simplesmente nos enganar mesmo.
É isso, nem toda mentira é necessária, mentir sobre sentimentos é a maior mesquinharia que alguém pode cometer com o sentimento alheio, mas, pior que mentir, é ver a mentira e não aceitar a verdade.
Convivemos tanto com os ‘falsos’ que foi criado um dia só para celebrar a mentira coletiva para babacas, 1° de abril, passou e eu vi, e como vi. Mas infelizmente não é só nessas 24 horas que convivemos com a mentira. Todo o tempo em que nos submetemos ao outro, a dar a cara à tapa, temos que ouvir algo falso, algo bobo, algo para nos surpreender, nos confrontar, puro e simplesmente nos enganar mesmo.
É isso, nem toda mentira é necessária, mentir sobre sentimentos é a maior mesquinharia que alguém pode cometer com o sentimento alheio, mas, pior que mentir, é ver a mentira e não aceitar a verdade.
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Pedro B.
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{uni}verso
Cada minuto revela uma verdade não dita. Cada minuto revela uma mascara a meio rosto. Cada minuto é só mais um minuto dos centésimos, milésimos e assim por diante que ainda temos que revelar a todo instante. No verso do nosso universo, onde nossos pensamentos são onipresentes em nossas escolhas, sejam certas ou erradas, benditas ou malditas, mas que nos temos poder onipotente sobre nos mesmos de pensar em nosso uni {verso} o que queremos. Há quem se esconda, que simule pensamentos e que não mostre seu verdadeiro verso. Para que abdicar de tal liberdade para desmascarar os pensamentos? Não seria um breve acontecimento mostrar verdadeiramente a face como se é pela marca que a primeira impressão nos deixa, apesar dos pesares da duvida ou do engano, nada como a primeira vista. Só é questão de tempo, minutos, segundos. No final das contas, o tempo e a verdade é tudo que temos.
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Pedro B.
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