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Conversa a dois: Orgulho

O ser humano sustenta uns orgulhos bobos. É uma tanta coisa sem nexo que passa pelas nossas cabeças teoricamente pensantes.
O orgulho é à vontade de mostrar e dar aos outros um sentimento de força e rigidez, se mostrar resistente no sentido orgulhoso do ser às vezes pode se transformar em uma fraqueza visível, disposta a arcar com as conseqüências de perder o que realmente há de bom na vida.
Dar valor à imagem e desprezar os prazeres resultantes da audácia. Arriscar que é bom que nada! Isso funciona muito bem na teoria, mas quando a parte é pratica vem o orgulho e estraga tudo.
Mente boba, tola a nossa, que sustenta pensamentos incríveis, também pode sustentar os mais mesquinhos. O orgulho e a ignorância andam de mãos dadas, um depende do outro. O criamos para ''tentar'' atingir os outros, mas pra que serve mesmo tudo isso se a não aceitar que na verdade é um autodesprezo a si mesmo. Esse sentimento não atinge só aos outros, mas fere profundamente a quem o criou.
Os poetas inventados sofrem tanto do mal que são exemplos a não serem seguidos. Saber que o danado existe agente sabe, mas deixá-lo de lado ainda ta muito difícil.
Junto a todo esse amontoado de frases, o que na verdade se propõe é que não adianta, devemos admitir, tudo que pensamos, fazemos, falamos, mesmo querendo não enxergar gira em torno da hipocrisia.

Conversa entre: @carolslima e @pedrobrazz

Incomum

      Um frio, uma súplica, e um homem solitário, mendigando um aconchego. Pede amor, pede atenção, pede carinho. Implora que o olhem que o observem. Implora um pouco de atenção. Mas é "dia de branco". Tem barulho, desordem, trabalho, confusão. E poucos têm tempo para se compadecer. O homem, coitado... começa a observar os que o cercam. E começa a perceber o que há de sobra em muitos. Levantou-se, caminhou e começou a reparar atenciosamente. Reparar na ambição, nas pessoas, nas faces. Seus rostos apáticos expressivos a sentimentos alheios, sensação incomum e fullgás sentirá naquele momento. Via a angustia, sentia a pressão, sabia que aquele não era seu lugar, não queria isso... Saiu, correu de tudo aquilo que o rodeava.
          Andando pelas ruas, começará a enxergar aquilo que não via, ou simplesmente fingia que não existia. Era um novo homem, ou pelo menos achava isso. Era apenas mais um cheio da monotonia que o rodeava... Era apenas mais um cego na cidade, que enxergava só o que queria ver.


Pedro Braz e Lorena Carvalho 

Transparência

Caminhando pela multidão, pessoas me olham como um ser transparente. Me veem e logo ditam que estou triste ou feliz, cansado ou irritado. Transparente? Só se for por fora, me sinto tão opaco as vezes, incapaz de transmitir nenhum tipo de sentimento. Como pessoas acham que sabem como me sinto, se nem ao menos eu sei o que me passa por dentro.
De fato, a realidade é uma ilusão... As pessoas não são como imaginamos, e nem temos certeza de que ou o que vemos ou sentimos realmente existe. Então, o que é transparente? O meu, e para mim é só. Então, a transparência existe e é de todo mundo, e é de um só, a transparência é o particular, o infinito espectro que percorre nosso ego. Ninguém sabe, e só sabe de ninguém.
Falar de pessoas é difícil, pois todas são muito variáveis e previsíveis e a maioria não são transparentes.
Prefiro não acreditar em meras e vans filosofias  que contam por ai, acho isso tudo uma grande besteira, sempre prefiro acreditar em como será o meu viver, sem tentar imaginar o final. Prefiro acreditar na gratidão, na  gentileza, e no perdão à tentar entender o que um leigo em certos assuntos está tentando dizer.


Pedro Braz e Thaís Carvalho