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New Wave

''Tome tento'' diriam os velhos precursores da New Wave atual. Banal é o sentimento do momento, o outro é só um plural do ser humano, rotulada pelo paradigma de ser considerada a 3º pessoa do plural do próprio ser. Apenas.
A nova guarda não se importa com o passado, não valoriza o futuro e inconscientemente despreza o presente, quebrando qualquer relação com o bom, velho ''carpe dien'', ou criando um modelo acéfalo sobre um que possivelmente não existe. Não sabem viver... diriam os céticos, pelo contrário, até sabem, mas o que faria de uma nova guarda, de uma nova onda, no que se é formado frutos de gerações vazias, anti-político ou nada democráticas.
De que reclamar? Para que reclamar? Não está tudo bom?! Tudo bem?! Que seja... A voz se cala na multidão em meio a tantas outras, as mentes emboloradas com a ''new perspective'' humana ainda não chegou ao seu ápice, que sejam aqueles pseudo-harmônicos que digam em alto e bom tom tudo o que o sujeito queira ouvir.

Moral de Rebanho

Hoje, em especial hoje(sem fatores muito explicativos) eu pude, com plena convicção ''entender'' de certa forma, pensamentos, opiniões, em vários aspectos. Bastaram alguns minutos de plena atenção, reflexão e aceitação de uma verdade, que eu acredito como verdade, e que pode não ser a que a pessoa a meu lado, ou as pessoas ao meu redor.
Não tenho opiniões formadas sobre tudo, e nem quero, acho isso uma tolice, até porque minhas opiniões são invariáveis e inconstantes, mas apesar disso, sem bem o que gosto, o que não gosto, tenho minha concepção de bem e de mal, minhas crenças, mas minha curiosidade incessante me faz querer saber, pesquisar, analisar, sentir o diferente, o oposto a minha opinião, até porque não concordo com aqueles que dizem não gostar de algo, não aceitar algo, sem antes ter conhecimento, saber o que esta dizendo.
É nesse contexto que eu quero exprimir até onde eu queria chegar. Hoje eu concordo plenamente que existe uma ''moral de rebanho'', moral essa, de cunho social, político, institucional, mas não pessoal. Sim, essa ''moral de todos'' ou ''generalizada'' pode ser interpretada como tudo, menos como analise pessoal de conceitos, isso é obvio.
Ter tudo ao pé da letra, se prender a tabus comportamentais, a pudores de pensamentos ou ideológicos, se prender a uma análise dos outros, a uma opinião formada por terceiros, isso é a ''moral de rebanho'', não saber o que você pensa, mas sim, ''captar'' para si o pensamento alheio, tornar o pensamento que seria reflexivo abrindo uma brecha para o obvio.
Incomodo são certos conceitos que vão de encontro aos ''alienados'' a moral alheia, o que seria de fato determinante para que essas pessoas tornassem sua verdade tão implícita ao pensamento do outro? Será, que no que valha, até o livre arbítrio nesse quesito é falho, ou é a própria pessoa que busca certo refugio em opines impróprias. Não desrespeito a opinião do outro, de forma alguma, mas fico perplexo pelo fato de até onde a mente humana pode chegar a ficar tão submissa, tão presa a um pensamento, tão pequena, tão medíocre, não se importando nem a ampliar seu olhar a novos horizontes, isso sim, incomoda.

1° de Abril

Tudo é mentira. Tudo é mascarado. Tudo é irreal. Tentamos no nosso dia a dia conviver com a mentira, e não é que nos acostumamos com ela?! O ser enganado, o bobo, o otário, que tem que aturar a picardia do mentiroso. Em vezes até o mentiroso se sai como bobo, fazendo de suas idéias petulantes peripécias com palavras vans e falsas. Mesquinho é aquele que mente, mas como não mentir? A verdade dói, mas cura. A mentira alivia, mas vem à tona. Mentir, mentir, mentir.
Convivemos tanto com os ‘falsos’ que foi criado um dia só para celebrar a mentira coletiva para babacas, 1° de abril, passou e eu vi, e como vi. Mas infelizmente não é só nessas 24 horas que convivemos com a mentira. Todo o tempo em que nos submetemos ao outro, a dar a cara à tapa, temos que ouvir algo falso, algo bobo, algo para nos surpreender, nos confrontar, puro e simplesmente nos enganar mesmo.
É isso, nem toda mentira é necessária, mentir sobre sentimentos é a maior mesquinharia que alguém pode cometer com o sentimento alheio, mas, pior que mentir, é ver a mentira e não aceitar a verdade.
Entre um blues amargo e um poema de vanguarda.
Por mais que não pareça, quem escreve tem um certo tom meticuloso ao expor sua idéia, seu pensamento, se auto-expor em textos é algo que me preocupou e que ainda me preocupa (com menos intensidade). O que qualquer um escreve, querendo ou não, exibe um pedaço de si, que pode ou não dar a entender o que está se sentindo no momento, nas entre linhas. Verdadeiro escritor, é aquele que consegue ''simular'' sentimentos nos seus textos, que consegue passar a mensagem ao leitor sem nem ao menos possuir o sentimento inspirado, seja ele feliz ou melancólico.

{uni}verso

Cada minuto revela uma verdade não dita. Cada minuto revela uma mascara a meio rosto. Cada minuto é só mais um minuto dos centésimos, milésimos e assim por diante que ainda temos que revelar a todo instante. No verso do nosso universo, onde nossos pensamentos são onipresentes em nossas escolhas, sejam certas ou erradas, benditas ou malditas, mas que nos temos poder onipotente sobre nos mesmos de pensar em nosso uni {verso} o que queremos. Há quem se esconda, que simule pensamentos e que não mostre seu verdadeiro verso. Para que abdicar de tal liberdade para desmascarar os pensamentos? Não seria um breve acontecimento mostrar verdadeiramente a face como se é pela marca que a primeira impressão nos deixa, apesar dos pesares da duvida ou do engano, nada como a primeira vista. Só é questão de tempo, minutos, segundos. No final das contas, o tempo e a verdade é tudo que temos.

Conversa a dois: Orgulho

O ser humano sustenta uns orgulhos bobos. É uma tanta coisa sem nexo que passa pelas nossas cabeças teoricamente pensantes.
O orgulho é à vontade de mostrar e dar aos outros um sentimento de força e rigidez, se mostrar resistente no sentido orgulhoso do ser às vezes pode se transformar em uma fraqueza visível, disposta a arcar com as conseqüências de perder o que realmente há de bom na vida.
Dar valor à imagem e desprezar os prazeres resultantes da audácia. Arriscar que é bom que nada! Isso funciona muito bem na teoria, mas quando a parte é pratica vem o orgulho e estraga tudo.
Mente boba, tola a nossa, que sustenta pensamentos incríveis, também pode sustentar os mais mesquinhos. O orgulho e a ignorância andam de mãos dadas, um depende do outro. O criamos para ''tentar'' atingir os outros, mas pra que serve mesmo tudo isso se a não aceitar que na verdade é um autodesprezo a si mesmo. Esse sentimento não atinge só aos outros, mas fere profundamente a quem o criou.
Os poetas inventados sofrem tanto do mal que são exemplos a não serem seguidos. Saber que o danado existe agente sabe, mas deixá-lo de lado ainda ta muito difícil.
Junto a todo esse amontoado de frases, o que na verdade se propõe é que não adianta, devemos admitir, tudo que pensamos, fazemos, falamos, mesmo querendo não enxergar gira em torno da hipocrisia.

Conversa entre: @carolslima e @pedrobrazz

AGHH!

No momento tenho pensado bastante, quando digo ''pensar'' estou falando em uma reflexão profunda de conceitos, sobre pessoas e principalmente sobre opiniões (minhas é claro). Sempre achei que eu tinha um defeito que considerava terrível, ser inconstante com minhas opiniões e muda-las periodicamente. Hoje penso que mudar de opinião talvez seja uma conseqüência, de influencias, desapontamentos, ou talvez crescimento intelectual ou pessoal. Como já dizia o bom Raul ''aquela velha opinião formada sobre tudo'' para mim já não servem mais, não quero te-las, e sim quero conhece-las e depois deixa-las. Há quem não concorde comigo, mas fazer o que? É outra opinião. E é disso que o mundo gira: Opiniões distintas, aqui estou só expondo a minha e talvez encontre pessoas que balancem a cabeça por mim e digam ''eu concordo'' e com certeza encontrarei pessoas que dirão ''não concordo''.
Se bem que há um momento, quando se ré-analisa opines já formadas, você percebe certas coisas que estão na sua frente e não podem ser vistas. E é uma verdadeira hipocrisia falar de pessoas, sabemos que estamos cercados de cobras, e os ''bons pastores'' são poucos, mais existem. Sentimentos bons verdadeiros são poucos, mas existem. Meu avô é quem tá certo, como ele diz: Tudo está bem, até o diabo dar por perceber. Ainda acredito no velho ditado ''o prego que se destaca é aquele que é martelado''
A amargura já está sendo notada, e os ''maus'' querem cada vez mais lucidez para se sustentar.
Por fim para ''eles'' vão minhas palavras de consolo ''FODA - SE''. Só de escrever essa palavra a alma fica mais leve. Nela, voce libera toda sua raiva, seu estresse e alguns se confortam a afronta-la a quem a merece escutar.
Minhas opiniões estão cada vez mais pra lá de marrakesh!

Transparência

Caminhando pela multidão, pessoas me olham como um ser transparente. Me veem e logo ditam que estou triste ou feliz, cansado ou irritado. Transparente? Só se for por fora, me sinto tão opaco as vezes, incapaz de transmitir nenhum tipo de sentimento. Como pessoas acham que sabem como me sinto, se nem ao menos eu sei o que me passa por dentro.
De fato, a realidade é uma ilusão... As pessoas não são como imaginamos, e nem temos certeza de que ou o que vemos ou sentimos realmente existe. Então, o que é transparente? O meu, e para mim é só. Então, a transparência existe e é de todo mundo, e é de um só, a transparência é o particular, o infinito espectro que percorre nosso ego. Ninguém sabe, e só sabe de ninguém.
Falar de pessoas é difícil, pois todas são muito variáveis e previsíveis e a maioria não são transparentes.
Prefiro não acreditar em meras e vans filosofias  que contam por ai, acho isso tudo uma grande besteira, sempre prefiro acreditar em como será o meu viver, sem tentar imaginar o final. Prefiro acreditar na gratidão, na  gentileza, e no perdão à tentar entender o que um leigo em certos assuntos está tentando dizer.


Pedro Braz e Thaís Carvalho

Perdas

Hoje o dia foi estranho, esquisito... Será que estava faltando algo?
Sim, estava faltando sim, uma estrela acabará de se apagar. E porque sentir falta de uma estrela que se apaga dentre milhões?
Talvez por que dentre todas as estrelas do universo, aquela era a mais reluzente... A mais magistral... A maior. Fazia toda a diferença ela estar ali, no ceu, brilhando intensamente.
Quando ela se apagou, só sobrou uma enorme escuridão. O ceu virou uma manta escura e sombria.
O que confortava era saber que durante anos, o universo pode contemplar de teu brilho, e da melhor maneira. E podendo se conformar que após ela ter se apagado, novas estrelas surgirão.
Claro que nenhuma terá seu brilho, sua presença nunca será substituída, mas a história não acaba por ai, o tempo não para e não tem fim, o texto nunca está acabado, nunca.

Rascunho

Para frente.
Para Traz.
Para um lado.
Para o outro lado.
Ande.
Pare.
Suba.
Desça

Diariamente

O hábito de escrever diários. Contar como foi o seu dia para uma folha de papel, descrever acontecimentos, confessar segredos. Admiro muito quem em pleno o século vinte e um ainda se permite a escrever diários.
Quando alguém fala ou escreve, esta pondo para fora sentimentos, opiniões, se expressando de um modo geral. Há pessoas que se confessam para outras pessoas, há pessoas que guardam suas confissões para si mesmo e há pessoas que escrevem diários. É um momento de cumplicidade com si próprio, com seu auto-estima, escrever o que vier na cabeça naquele momento e congelar em folhas de papel.

Desapego

Promova o desapego.
No sentido literário da palavra, desapegar significa Facilidade em deixar aquilo a que se tinha apego, ou simplesmente perder a afeição por algo.
Pois bem, na vida devemos se desapegar a várias coisas. Aquela roupa velha que tínhamos no armário, aquele sentimento velho que guardamos em nosso coração, aquelas pessoas que não nos fazem evoluir, dentre várias coisas.
Ter experiências novas.
Não deixar que o apego a certas coisas atrapalhem a vida.
Desapegar-se também tem o sentido de desistir, abandonar, o que não é fácil. Jogar no lixo aquilo que não presta, e não guarda-lo como lembrança.


Promova o Desapego.


De-Sa-Pe-Go.

O medo

Medo. Sentimento natural de qualquer individuo
Medo. Aquele que quando crianças nos faz acreditar em bicho papão e fantasmas
Medo. Aquele que quando crescemos não deixamos de ter, apenas evoluímos de bicho papão para medos mais 'reais'.
O medo é obscuro, o medo é visível e imediato.
Não há que não tenha.
Não há quem escape.
Visto de diferentes lados, o medo, que pode ser da dor, que pode ser da morte, que pode ser do que de pode Vir a ser.

Ser ou não ser...
Será que os poetas sentem medo?
Medo do amor
Medo de amar
Medo de Viver.


O medo (...)

Contra - Capa

Clara rara alma minha que viaja em meu ser, minha existência e em todo o meu saber, meu existir.
O que existe dentro de mim alem de carne e osso?
Sou um ser oco de meras imaginações.
Tu existe mesmo alma minha?
Se existe acende em mim a luz que te prove existente, a claridade que ofusca as poucos aos olhos de que não quer ver, aos ouvidos de quem não quer ouvir, ao tato de quem não quer te sentir.
Não me faz um ser (des) almado de qualquer sentimento bom, puro e real.
Faz de mim capa e contra - capa para os outros, para que teu brilho, tua claridade não seja em vão.