1% de mim mesmo em palavras.
Sou de libra, indeciso nato. Amo cinema, com uma admiração profunda por tudo que é cool, cult e retrô. As vezes acho que nasci na época errada, mas segundos após a esse pensamento vejo que estou redondamente enganado. Amo musica brasileira. Tenho preconceito com pessoas que falam alto. Não suporto barulho. O teatro, cinema e artes cênicas é como um ímã para mim. Sou tímido ao extremo. Tenho uma personalidade difícil e as vezes soa como infantil. Estou sempre bem-humorado. Apesar de gostar dos domingos chuvosos e de ócio profundo em casa, não me sinto solitário. Percebi que realitys shows são uma perda de tempo e que a televisão é só uma caixa com uma tela grande. Gosto de ler, geralmente escritores brasileiros. Não sou vulgar. Não sou fútil. Odeio modinhas. Gosto de ser o ímpar. Amo estar/rir/conversar com meus amigos. Me rendo fácil ao capitalismo. Gosto de estudar. Amo geografia. Tenho gostos estranhos. Gosto e não gosto do meu corpo. Respeito opiniões. Odeio quem 'tenta' me convencer de algo que não me convém. Não gosto de gente mórbida. Não gosto de pessoas metódicas. Amo refrigerante, mesmo sabendo o mal que faz. Tenho vontade de ter uma tatuagem, mas não encontro coragem. Tenho aversão a agulhas. Tenho fobia a sangue. Sinceridade em primeiro lugar. Tenho vontade de sair viajando só com o mochilão, porém averturar-me não é bem a minha paria. Adoro o mar, mesmo que seja só para olhar. Sei que é errado, mas julgo pela aparência. Sou meio cético a determinados assuntos. Não falo mal quando devo. Levo desaforo para casa, mas não aceito provocação fácil. Acho a ironia uma tentativa frustrada de tentar 'liquidificar' algo, é mais pratico ser direto. Não suporto futebol. Amo jogos de tabuleiro. Gosto de mim mesmo. Acho que a hipocrisia está em todos os lugares.
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Carnavália
Quiçá pudera a ver um solitário pierrô, que dentre a carnavália de ponta a ponta de um mundo imenso vaga a só sem sua colombina. Passa correndo mais um dos seus carnavais, afoito a reencontrar desde as máscaras a gôndola parada no rio negro e triste de Veneza, passando pelo axé carnavalesco do epicentro do pelô, deslizando nas ladeiras de Olinda, caçando sua felicidade dente os bonecos balançados pelo embalo de uma marchinha, o colorido do frevo lhe da a esperança, mas todo carnaval tem seu fim, e este como muitos já se foi a busca eterna e frenética por uma colombina a acompanhar um pierrô solitário por mais um carnaval foi em vão.
O que lhe restaram, além de cinzas de uma quarta... cores, amores e blá blá blá
O que lhe restaram, além de cinzas de uma quarta... cores, amores e blá blá blá
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New Wave
''Tome tento'' diriam os velhos precursores da New Wave atual. Banal é o sentimento do momento, o outro é só um plural do ser humano, rotulada pelo paradigma de ser considerada a 3º pessoa do plural do próprio ser. Apenas.
A nova guarda não se importa com o passado, não valoriza o futuro e inconscientemente despreza o presente, quebrando qualquer relação com o bom, velho ''carpe dien'', ou criando um modelo acéfalo sobre um que possivelmente não existe. Não sabem viver... diriam os céticos, pelo contrário, até sabem, mas o que faria de uma nova guarda, de uma nova onda, no que se é formado frutos de gerações vazias, anti-político ou nada democráticas.
De que reclamar? Para que reclamar? Não está tudo bom?! Tudo bem?! Que seja... A voz se cala na multidão em meio a tantas outras, as mentes emboloradas com a ''new perspective'' humana ainda não chegou ao seu ápice, que sejam aqueles pseudo-harmônicos que digam em alto e bom tom tudo o que o sujeito queira ouvir.
A nova guarda não se importa com o passado, não valoriza o futuro e inconscientemente despreza o presente, quebrando qualquer relação com o bom, velho ''carpe dien'', ou criando um modelo acéfalo sobre um que possivelmente não existe. Não sabem viver... diriam os céticos, pelo contrário, até sabem, mas o que faria de uma nova guarda, de uma nova onda, no que se é formado frutos de gerações vazias, anti-político ou nada democráticas.
De que reclamar? Para que reclamar? Não está tudo bom?! Tudo bem?! Que seja... A voz se cala na multidão em meio a tantas outras, as mentes emboloradas com a ''new perspective'' humana ainda não chegou ao seu ápice, que sejam aqueles pseudo-harmônicos que digam em alto e bom tom tudo o que o sujeito queira ouvir.
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conversa de boteco,
Idéia
Anáfora
Sabe o que...
Sabe o que eu quero?
Sabe o que eu quero? Mesmo?
Eu quero mesmo é sentir o vento no meu rosto.
Eu quero mesmo é sentir a brisa ao entardecer.
Eu quero mesmo molhar meus pés a beira mar, no quebrar de uma onda.
Eu quero mesmo não ter destino.
Eu quero mesmo não poder acordar.
Eu quero mesmo é contar estrelas.
Eu quero mesmo é ver o sol nascer.
Eu quero mesmo é cantar melodias, sem letras, sem ter o que fazer.
Eu quero mesmo é viver, sem saber, sem pensar, sem roteiro, sem destino.
Sabe o que eu quero?
Sabe o que eu quero? Mesmo?
Eu quero mesmo é sentir o vento no meu rosto.
Eu quero mesmo é sentir a brisa ao entardecer.
Eu quero mesmo molhar meus pés a beira mar, no quebrar de uma onda.
Eu quero mesmo não ter destino.
Eu quero mesmo não poder acordar.
Eu quero mesmo é contar estrelas.
Eu quero mesmo é ver o sol nascer.
Eu quero mesmo é cantar melodias, sem letras, sem ter o que fazer.
Eu quero mesmo é viver, sem saber, sem pensar, sem roteiro, sem destino.
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Poesia Gourmet
Apêndice
É como estar sentado em uma banco de praça, olhando para os rostos apáticos, sem graça. É como ficar lá, sentado, cansado de ver expressões forçadas, emoções forjadas, sorrisos vãos. Ver a vida passar, sentado, só olhando os outros, pacato, dando comida aos pombos que se aproximam. Pff, digno de uma velhinha aposentada terminado o seu tricô a rigor, ou ao menos fato clichê, demodê, para quem não tem o que fazer, a não ser olhar esses rostos apáticos que nos rodeiam.
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Ficção
O que é divertido no Homem
Pensam sempre ao contrário: têm pressa de crescer, e depois suspiram pela infância perdida. Perdem a saúde para ter dinheiro, e logo em seguida perdem o dinheiro para ter saúde. Pensam tão ansiosamente no futuro que descuidam do presente, e assim, nem vivem o presente nem o futuro.
Vivem como se não fossem morrer nunca, e morrem como se não tivessem jamais vivido.
Coelho
Vivem como se não fossem morrer nunca, e morrem como se não tivessem jamais vivido.
Coelho
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Fulminante
Onírica Solidão
Vejo os pingos d'agua que a chuva deixará como rastro no vidro da janela. Vejo que ela se esvai, e com ela, toda a amargura de um dia nublado e frio. Queria poder ver o brilho do sol mais uma vez, poder me incendiar com tua luz quente e viva, mas não, não há sol.
A solidão é cinza, sem cor, sem calor. É como um dia de chuva.
Há quem busque essa solidão, mas, ninguém consegue viver o resto dos seus dias em cinza, em nuvens, só.
O que é preciso a quebrar a solidão: a luz
Certa vez um sábio pediu para que um homem, triste e solitário colocasse sua mão sobre o seu rosto defronte ao sol, e lhe disse: “Sua mão é pequena, e, no entanto conseguiu cobrir totalmente a força, a luz e a majestade do imenso sol. Da mesma maneira, os pequenos problemas conseguem lhe dar a desculpa necessária para não seguir adiante em sua busca espiritual, em querer viver. Assim como a mão tem o poder de esconder o sol, a mediocridade tem o poder de esconder a luz interior. Não culpe os outros por sua própria incompetência”.
A solidão é cinza, sem cor, sem calor. É como um dia de chuva.
Há quem busque essa solidão, mas, ninguém consegue viver o resto dos seus dias em cinza, em nuvens, só.
O que é preciso a quebrar a solidão: a luz
Certa vez um sábio pediu para que um homem, triste e solitário colocasse sua mão sobre o seu rosto defronte ao sol, e lhe disse: “Sua mão é pequena, e, no entanto conseguiu cobrir totalmente a força, a luz e a majestade do imenso sol. Da mesma maneira, os pequenos problemas conseguem lhe dar a desculpa necessária para não seguir adiante em sua busca espiritual, em querer viver. Assim como a mão tem o poder de esconder o sol, a mediocridade tem o poder de esconder a luz interior. Não culpe os outros por sua própria incompetência”.
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Moral de Rebanho
Hoje, em especial hoje(sem fatores muito explicativos) eu pude, com plena convicção ''entender'' de certa forma, pensamentos, opiniões, em vários aspectos. Bastaram alguns minutos de plena atenção, reflexão e aceitação de uma verdade, que eu acredito como verdade, e que pode não ser a que a pessoa a meu lado, ou as pessoas ao meu redor.
Não tenho opiniões formadas sobre tudo, e nem quero, acho isso uma tolice, até porque minhas opiniões são invariáveis e inconstantes, mas apesar disso, sem bem o que gosto, o que não gosto, tenho minha concepção de bem e de mal, minhas crenças, mas minha curiosidade incessante me faz querer saber, pesquisar, analisar, sentir o diferente, o oposto a minha opinião, até porque não concordo com aqueles que dizem não gostar de algo, não aceitar algo, sem antes ter conhecimento, saber o que esta dizendo.
É nesse contexto que eu quero exprimir até onde eu queria chegar. Hoje eu concordo plenamente que existe uma ''moral de rebanho'', moral essa, de cunho social, político, institucional, mas não pessoal. Sim, essa ''moral de todos'' ou ''generalizada'' pode ser interpretada como tudo, menos como analise pessoal de conceitos, isso é obvio.
Ter tudo ao pé da letra, se prender a tabus comportamentais, a pudores de pensamentos ou ideológicos, se prender a uma análise dos outros, a uma opinião formada por terceiros, isso é a ''moral de rebanho'', não saber o que você pensa, mas sim, ''captar'' para si o pensamento alheio, tornar o pensamento que seria reflexivo abrindo uma brecha para o obvio.
Incomodo são certos conceitos que vão de encontro aos ''alienados'' a moral alheia, o que seria de fato determinante para que essas pessoas tornassem sua verdade tão implícita ao pensamento do outro? Será, que no que valha, até o livre arbítrio nesse quesito é falho, ou é a própria pessoa que busca certo refugio em opines impróprias. Não desrespeito a opinião do outro, de forma alguma, mas fico perplexo pelo fato de até onde a mente humana pode chegar a ficar tão submissa, tão presa a um pensamento, tão pequena, tão medíocre, não se importando nem a ampliar seu olhar a novos horizontes, isso sim, incomoda.
Não tenho opiniões formadas sobre tudo, e nem quero, acho isso uma tolice, até porque minhas opiniões são invariáveis e inconstantes, mas apesar disso, sem bem o que gosto, o que não gosto, tenho minha concepção de bem e de mal, minhas crenças, mas minha curiosidade incessante me faz querer saber, pesquisar, analisar, sentir o diferente, o oposto a minha opinião, até porque não concordo com aqueles que dizem não gostar de algo, não aceitar algo, sem antes ter conhecimento, saber o que esta dizendo.
É nesse contexto que eu quero exprimir até onde eu queria chegar. Hoje eu concordo plenamente que existe uma ''moral de rebanho'', moral essa, de cunho social, político, institucional, mas não pessoal. Sim, essa ''moral de todos'' ou ''generalizada'' pode ser interpretada como tudo, menos como analise pessoal de conceitos, isso é obvio.
Ter tudo ao pé da letra, se prender a tabus comportamentais, a pudores de pensamentos ou ideológicos, se prender a uma análise dos outros, a uma opinião formada por terceiros, isso é a ''moral de rebanho'', não saber o que você pensa, mas sim, ''captar'' para si o pensamento alheio, tornar o pensamento que seria reflexivo abrindo uma brecha para o obvio.
Incomodo são certos conceitos que vão de encontro aos ''alienados'' a moral alheia, o que seria de fato determinante para que essas pessoas tornassem sua verdade tão implícita ao pensamento do outro? Será, que no que valha, até o livre arbítrio nesse quesito é falho, ou é a própria pessoa que busca certo refugio em opines impróprias. Não desrespeito a opinião do outro, de forma alguma, mas fico perplexo pelo fato de até onde a mente humana pode chegar a ficar tão submissa, tão presa a um pensamento, tão pequena, tão medíocre, não se importando nem a ampliar seu olhar a novos horizontes, isso sim, incomoda.
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Dom Quixote
Vamos, avante! Lento, levante!
Tenha coragem, guerreiro intocável! Não se abata, não me olhe assim, com esse rosto apático! Retorne a guerra, vá a luta, não desista, vença, triunfe, e volte.
Não viva seus dias pensando que o mundo é um imenso devaneio, um estado de graça, mais sem graça, de guerra, luta diária.
Não ateie sua espada em vão, lance, aponte.
Muito prazer, ao seu dispor, se for por amor as causas perdidas. Por amor, as causas perdidas.
Tenha coragem, guerreiro intocável! Não se abata, não me olhe assim, com esse rosto apático! Retorne a guerra, vá a luta, não desista, vença, triunfe, e volte.
Não viva seus dias pensando que o mundo é um imenso devaneio, um estado de graça, mais sem graça, de guerra, luta diária.
Não ateie sua espada em vão, lance, aponte.
Muito prazer, ao seu dispor, se for por amor as causas perdidas. Por amor, as causas perdidas.
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Musicalidade Textual
Cantada
Me conta um segredo teu
no pé do ouvido, a mão do juízo
Te pego no braço, chamo, clamo
Lhe peço um beijo, amor meu
Você me nega, me renega
Insisto, grito, peço
só três letrinhas, um sim ou não
quebraria o vinculo de tal indagação.
no pé do ouvido, a mão do juízo
Te pego no braço, chamo, clamo
Lhe peço um beijo, amor meu
Você me nega, me renega
Insisto, grito, peço
só três letrinhas, um sim ou não
quebraria o vinculo de tal indagação.
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Poesia Gourmet
1° de Abril
Tudo é mentira. Tudo é mascarado. Tudo é irreal. Tentamos no nosso dia a dia conviver com a mentira, e não é que nos acostumamos com ela?! O ser enganado, o bobo, o otário, que tem que aturar a picardia do mentiroso. Em vezes até o mentiroso se sai como bobo, fazendo de suas idéias petulantes peripécias com palavras vans e falsas. Mesquinho é aquele que mente, mas como não mentir? A verdade dói, mas cura. A mentira alivia, mas vem à tona. Mentir, mentir, mentir.
Convivemos tanto com os ‘falsos’ que foi criado um dia só para celebrar a mentira coletiva para babacas, 1° de abril, passou e eu vi, e como vi. Mas infelizmente não é só nessas 24 horas que convivemos com a mentira. Todo o tempo em que nos submetemos ao outro, a dar a cara à tapa, temos que ouvir algo falso, algo bobo, algo para nos surpreender, nos confrontar, puro e simplesmente nos enganar mesmo.
É isso, nem toda mentira é necessária, mentir sobre sentimentos é a maior mesquinharia que alguém pode cometer com o sentimento alheio, mas, pior que mentir, é ver a mentira e não aceitar a verdade.
Convivemos tanto com os ‘falsos’ que foi criado um dia só para celebrar a mentira coletiva para babacas, 1° de abril, passou e eu vi, e como vi. Mas infelizmente não é só nessas 24 horas que convivemos com a mentira. Todo o tempo em que nos submetemos ao outro, a dar a cara à tapa, temos que ouvir algo falso, algo bobo, algo para nos surpreender, nos confrontar, puro e simplesmente nos enganar mesmo.
É isso, nem toda mentira é necessária, mentir sobre sentimentos é a maior mesquinharia que alguém pode cometer com o sentimento alheio, mas, pior que mentir, é ver a mentira e não aceitar a verdade.
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Idéia,
Monólogo
{Nu}dez
Corpo nú
corpo vibra
corpo sinta
corpo faz
corpo mexe
corpo expressa
corpo retrai
corpo som
corpo bom
corpos que se atraem.
corpo vibra
corpo sinta
corpo faz
corpo mexe
corpo expressa
corpo retrai
corpo som
corpo bom
corpos que se atraem.
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Curtas,
Poesia Gourmet
Amor Móbile, Amor de Vênus
Não falo do amor romântico,
Aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento.
Relações de dependência e submissão, paixões tristes.
Algumas pessoas confundem isso com amor.
Chamam de amor esse querer escravo,
E pensam que o amor é alguma coisa
Que pode ser definida, explicada, entendida, julgada.
Pensam que o amor já estava pronto, formatado, inteiro,
Antes de ser experimentado.
Mas é exatamente o oposto, para mim, que o amor manifesta.
A virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído, inventado e modificado.
O amor está em movimento eterno, em velocidade infinita.
O amor é um móbile.
Como fotografá-lo?
Como percebê-lo?
Como se deixar sê-lo?
E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor não nos domine?
Minha resposta? O amor é o desconhecido.
Mesmo depois de uma vida inteira de amores,
O amor será sempre o desconhecido,
A força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão.
A imagem que eu tenho do amor é a de um ser em mutação.
O amor quer ser interferido, quer ser violado,
Quer ser transformado a cada instante.
A vida do amor depende dessa interferência.
A morte do amor é quando, diante do seu labirinto,
Decidimos caminhar pela estrada reta.
Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos,
E nós preferimos o leito de um rio, com início, meio e fim.
Não, não podemos subestimar o amor e não podemos castrá-lo.
O amor não é orgânico.
Não é meu coração que sente o amor.
É a minha alma que o saboreia.
Não é no meu sangue que ele ferve.
O amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito.
Sua força se mistura com a minha
E nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu
Como se fossem novas estrelas recém-nascidas.
O amor brilha.
Como uma aurora colorida e misteriosa,
Como um crepúsculo inundado de beleza e despedida,
O amor grita seu silêncio e nos dá sua música.
Nós dançamos sua felicidade em delírio
Porque somos o alimento preferido do amor,
Se estivermos também a devorá-lo.
O amor, eu não conheço.
E é exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo,
Me aventurando ao seu encontro.
A vida só existe quando o amor a navega.
Morrer de amor é a substância de que a vida é feita.
Ou melhor, só se vive no amor.
E a língua do amor é a língua que eu falo e escuto.
Vênus - Moska
Aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento.
Relações de dependência e submissão, paixões tristes.
Algumas pessoas confundem isso com amor.
Chamam de amor esse querer escravo,
E pensam que o amor é alguma coisa
Que pode ser definida, explicada, entendida, julgada.
Pensam que o amor já estava pronto, formatado, inteiro,
Antes de ser experimentado.
Mas é exatamente o oposto, para mim, que o amor manifesta.
A virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído, inventado e modificado.
O amor está em movimento eterno, em velocidade infinita.
O amor é um móbile.
Como fotografá-lo?
Como percebê-lo?
Como se deixar sê-lo?
E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor não nos domine?
Minha resposta? O amor é o desconhecido.
Mesmo depois de uma vida inteira de amores,
O amor será sempre o desconhecido,
A força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão.
A imagem que eu tenho do amor é a de um ser em mutação.
O amor quer ser interferido, quer ser violado,
Quer ser transformado a cada instante.
A vida do amor depende dessa interferência.
A morte do amor é quando, diante do seu labirinto,
Decidimos caminhar pela estrada reta.
Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos,
E nós preferimos o leito de um rio, com início, meio e fim.
Não, não podemos subestimar o amor e não podemos castrá-lo.
O amor não é orgânico.
Não é meu coração que sente o amor.
É a minha alma que o saboreia.
Não é no meu sangue que ele ferve.
O amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito.
Sua força se mistura com a minha
E nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu
Como se fossem novas estrelas recém-nascidas.
O amor brilha.
Como uma aurora colorida e misteriosa,
Como um crepúsculo inundado de beleza e despedida,
O amor grita seu silêncio e nos dá sua música.
Nós dançamos sua felicidade em delírio
Porque somos o alimento preferido do amor,
Se estivermos também a devorá-lo.
O amor, eu não conheço.
E é exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo,
Me aventurando ao seu encontro.
A vida só existe quando o amor a navega.
Morrer de amor é a substância de que a vida é feita.
Ou melhor, só se vive no amor.
E a língua do amor é a língua que eu falo e escuto.
Vênus - Moska
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Musicalidade Textual
Entre um blues amargo e um poema de vanguarda.
Por mais que não pareça, quem escreve tem um certo tom meticuloso ao expor sua idéia, seu pensamento, se auto-expor em textos é algo que me preocupou e que ainda me preocupa (com menos intensidade). O que qualquer um escreve, querendo ou não, exibe um pedaço de si, que pode ou não dar a entender o que está se sentindo no momento, nas entre linhas. Verdadeiro escritor, é aquele que consegue ''simular'' sentimentos nos seus textos, que consegue passar a mensagem ao leitor sem nem ao menos possuir o sentimento inspirado, seja ele feliz ou melancólico.
Por mais que não pareça, quem escreve tem um certo tom meticuloso ao expor sua idéia, seu pensamento, se auto-expor em textos é algo que me preocupou e que ainda me preocupa (com menos intensidade). O que qualquer um escreve, querendo ou não, exibe um pedaço de si, que pode ou não dar a entender o que está se sentindo no momento, nas entre linhas. Verdadeiro escritor, é aquele que consegue ''simular'' sentimentos nos seus textos, que consegue passar a mensagem ao leitor sem nem ao menos possuir o sentimento inspirado, seja ele feliz ou melancólico.
Feminina
Aquela. Extraordinária. Será que ela evolui? Será que ela evolui?
Para onde evoluir?
Complicada, educada, interessada.
Envolvente, eloqüente, desorganizada, organizada.
Contradição em vida, carne e osso.
Especial em osso, carne e vida.
Aquela que me interessa. Será que ela evolui? Será que ela evolui?
E se ela evoluir, será que isso me inclui?
Para onde evoluir?
Complicada, educada, interessada.
Envolvente, eloqüente, desorganizada, organizada.
Contradição em vida, carne e osso.
Especial em osso, carne e vida.
Aquela que me interessa. Será que ela evolui? Será que ela evolui?
E se ela evoluir, será que isso me inclui?
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Musicalidade Textual
{uni}verso
Cada minuto revela uma verdade não dita. Cada minuto revela uma mascara a meio rosto. Cada minuto é só mais um minuto dos centésimos, milésimos e assim por diante que ainda temos que revelar a todo instante. No verso do nosso universo, onde nossos pensamentos são onipresentes em nossas escolhas, sejam certas ou erradas, benditas ou malditas, mas que nos temos poder onipotente sobre nos mesmos de pensar em nosso uni {verso} o que queremos. Há quem se esconda, que simule pensamentos e que não mostre seu verdadeiro verso. Para que abdicar de tal liberdade para desmascarar os pensamentos? Não seria um breve acontecimento mostrar verdadeiramente a face como se é pela marca que a primeira impressão nos deixa, apesar dos pesares da duvida ou do engano, nada como a primeira vista. Só é questão de tempo, minutos, segundos. No final das contas, o tempo e a verdade é tudo que temos.
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Idéia,
Monólogo
Samba Solidão
De toda carnavália, que te resta colibri?
Do que cantar pra mim? Do que cantar pra mim? Minha pobre solidão.
Do velho e gasto samba até o frevo o maracatu.
Idas e vindas do do oiapoque ao chuí, e ainda continuo só.
Ao meu axé, do afoxé. Que me deixa aqui no ladrilho do pelô.
Se até o Pierrô encontrou sua Colombina.
O que restou pra mim? o que restou pra mim? somente a solidão.
Serei agora cinzas que uma quarta, colibri.
Passei por toda festa, vi nenhuma brecha no coração daquela moça ali.
Agora fico só, com um colibri e letras de um samba solidão.
Serei só para sempre, não.
Serei só a canção sempre, sim.
Do que cantar pra mim? Do que cantar pra mim? Minha pobre solidão.
Do velho e gasto samba até o frevo o maracatu.
Idas e vindas do do oiapoque ao chuí, e ainda continuo só.
Ao meu axé, do afoxé. Que me deixa aqui no ladrilho do pelô.
Se até o Pierrô encontrou sua Colombina.
O que restou pra mim? o que restou pra mim? somente a solidão.
Serei agora cinzas que uma quarta, colibri.
Passei por toda festa, vi nenhuma brecha no coração daquela moça ali.
Agora fico só, com um colibri e letras de um samba solidão.
Serei só para sempre, não.
Serei só a canção sempre, sim.
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Ficção,
Musicalidade Textual
Conversa a dois: Orgulho
O ser humano sustenta uns orgulhos bobos. É uma tanta coisa sem nexo que passa pelas nossas cabeças teoricamente pensantes.
O orgulho é à vontade de mostrar e dar aos outros um sentimento de força e rigidez, se mostrar resistente no sentido orgulhoso do ser às vezes pode se transformar em uma fraqueza visível, disposta a arcar com as conseqüências de perder o que realmente há de bom na vida.
Dar valor à imagem e desprezar os prazeres resultantes da audácia. Arriscar que é bom que nada! Isso funciona muito bem na teoria, mas quando a parte é pratica vem o orgulho e estraga tudo.
Mente boba, tola a nossa, que sustenta pensamentos incríveis, também pode sustentar os mais mesquinhos. O orgulho e a ignorância andam de mãos dadas, um depende do outro. O criamos para ''tentar'' atingir os outros, mas pra que serve mesmo tudo isso se a não aceitar que na verdade é um autodesprezo a si mesmo. Esse sentimento não atinge só aos outros, mas fere profundamente a quem o criou.
Os poetas inventados sofrem tanto do mal que são exemplos a não serem seguidos. Saber que o danado existe agente sabe, mas deixá-lo de lado ainda ta muito difícil.
Junto a todo esse amontoado de frases, o que na verdade se propõe é que não adianta, devemos admitir, tudo que pensamos, fazemos, falamos, mesmo querendo não enxergar gira em torno da hipocrisia.
Conversa entre: @carolslima e @pedrobrazz
O orgulho é à vontade de mostrar e dar aos outros um sentimento de força e rigidez, se mostrar resistente no sentido orgulhoso do ser às vezes pode se transformar em uma fraqueza visível, disposta a arcar com as conseqüências de perder o que realmente há de bom na vida.
Dar valor à imagem e desprezar os prazeres resultantes da audácia. Arriscar que é bom que nada! Isso funciona muito bem na teoria, mas quando a parte é pratica vem o orgulho e estraga tudo.
Mente boba, tola a nossa, que sustenta pensamentos incríveis, também pode sustentar os mais mesquinhos. O orgulho e a ignorância andam de mãos dadas, um depende do outro. O criamos para ''tentar'' atingir os outros, mas pra que serve mesmo tudo isso se a não aceitar que na verdade é um autodesprezo a si mesmo. Esse sentimento não atinge só aos outros, mas fere profundamente a quem o criou.
Os poetas inventados sofrem tanto do mal que são exemplos a não serem seguidos. Saber que o danado existe agente sabe, mas deixá-lo de lado ainda ta muito difícil.
Junto a todo esse amontoado de frases, o que na verdade se propõe é que não adianta, devemos admitir, tudo que pensamos, fazemos, falamos, mesmo querendo não enxergar gira em torno da hipocrisia.
Conversa entre: @carolslima e @pedrobrazz
Subconsciente
Mergulho em um nada constante todas as vezes que escrevo, não sei se sou eu mesmo, ou se um pseudônimo toma conta de minhas idéias. Essa duvida perante e defronte a mim me questiona atos que não são cabíveis a ações sensatas. O que pensar sem saber sua própria identidade? E o pior, não poder controlar suas ações e expor as vezes de seu intimo em palavras publicas. Eu sei, ninguém possui uma identidade nem uma liberdade concreta, ela é construída e toma como principais materiais para sua formação os atos e o caráter. Logo a minha duvida esta sendo esclarecida, minha identidade eu ainda não tenho, o que vai determinar isso são minhas ações perante aos outros e como elas serão compreendidas, minha imagem eu mesmo construo, mas como ela vai ser vista, tu terás que me contar, mas para isso terás que enxergar ate o meu reflexo.
AGHH!
No momento tenho pensado bastante, quando digo ''pensar'' estou falando em uma reflexão profunda de conceitos, sobre pessoas e principalmente sobre opiniões (minhas é claro). Sempre achei que eu tinha um defeito que considerava terrível, ser inconstante com minhas opiniões e muda-las periodicamente. Hoje penso que mudar de opinião talvez seja uma conseqüência, de influencias, desapontamentos, ou talvez crescimento intelectual ou pessoal. Como já dizia o bom Raul ''aquela velha opinião formada sobre tudo'' para mim já não servem mais, não quero te-las, e sim quero conhece-las e depois deixa-las. Há quem não concorde comigo, mas fazer o que? É outra opinião. E é disso que o mundo gira: Opiniões distintas, aqui estou só expondo a minha e talvez encontre pessoas que balancem a cabeça por mim e digam ''eu concordo'' e com certeza encontrarei pessoas que dirão ''não concordo''.
Se bem que há um momento, quando se ré-analisa opines já formadas, você percebe certas coisas que estão na sua frente e não podem ser vistas. E é uma verdadeira hipocrisia falar de pessoas, sabemos que estamos cercados de cobras, e os ''bons pastores'' são poucos, mais existem. Sentimentos bons verdadeiros são poucos, mas existem. Meu avô é quem tá certo, como ele diz: Tudo está bem, até o diabo dar por perceber. Ainda acredito no velho ditado ''o prego que se destaca é aquele que é martelado''
A amargura já está sendo notada, e os ''maus'' querem cada vez mais lucidez para se sustentar.
Por fim para ''eles'' vão minhas palavras de consolo ''FODA - SE''. Só de escrever essa palavra a alma fica mais leve. Nela, voce libera toda sua raiva, seu estresse e alguns se confortam a afronta-la a quem a merece escutar.
Minhas opiniões estão cada vez mais pra lá de marrakesh!
Se bem que há um momento, quando se ré-analisa opines já formadas, você percebe certas coisas que estão na sua frente e não podem ser vistas. E é uma verdadeira hipocrisia falar de pessoas, sabemos que estamos cercados de cobras, e os ''bons pastores'' são poucos, mais existem. Sentimentos bons verdadeiros são poucos, mas existem. Meu avô é quem tá certo, como ele diz: Tudo está bem, até o diabo dar por perceber. Ainda acredito no velho ditado ''o prego que se destaca é aquele que é martelado''
A amargura já está sendo notada, e os ''maus'' querem cada vez mais lucidez para se sustentar.
Por fim para ''eles'' vão minhas palavras de consolo ''FODA - SE''. Só de escrever essa palavra a alma fica mais leve. Nela, voce libera toda sua raiva, seu estresse e alguns se confortam a afronta-la a quem a merece escutar.
Minhas opiniões estão cada vez mais pra lá de marrakesh!
Postado por
Pedro B.
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Idéia

