Carnavália

Quiçá pudera a ver um solitário pierrô, que dentre a carnavália de ponta a ponta de um mundo imenso vaga a só sem sua colombina. Passa correndo mais um dos seus carnavais, afoito a reencontrar desde as máscaras a gôndola parada no rio negro e triste de Veneza, passando pelo axé carnavalesco do epicentro do pelô, deslizando nas ladeiras de Olinda, caçando sua felicidade dente os bonecos balançados pelo embalo de uma marchinha, o colorido do frevo lhe da a esperança, mas todo carnaval tem seu fim, e este como muitos já se foi a busca eterna e frenética por uma colombina a acompanhar um pierrô solitário por mais um carnaval foi em vão.
O que lhe restaram, além de cinzas de uma quarta... cores, amores e blá blá blá