Samba Solidão

De toda carnavália, que te resta colibri?
Do que cantar pra mim? Do que cantar pra mim? Minha pobre solidão.
Do velho e gasto samba até o frevo o maracatu.
Idas e vindas do do oiapoque ao chuí, e ainda continuo só.
Ao meu axé, do afoxé. Que me deixa aqui no ladrilho do pelô.

Se até o Pierrô encontrou sua Colombina.
O que restou pra mim? o que restou pra mim? somente a solidão.
Serei agora cinzas que uma quarta, colibri.
Passei por toda festa, vi nenhuma brecha no coração daquela moça ali.
Agora fico só, com um colibri e letras de um samba solidão.
Serei só para sempre, não.
Serei só a canção sempre, sim.