Naquele vilarejo, todos conheciam todos, havia uma unica praça, uma unica igreja, e era chamado de interior, haviam pessoas honestas, que trabalhavam, davam duro, criavam seus filhos com perseverança e garra, mesmo não tendo nenhum vintém em seus bolsos e as vezes tendo que penhorar o que tinham, gente humilde, gente de fé.
Senhoras e senhoras, avante, pé na estrada, mãos calejadas, mais um dia de trabalho duro. O que se pode fazer, apesar de tudo as pessoas desse vilarejo eram felizes, sempre com um sorriso estampado, vivendo do que produzem, sendo honestos.
A noite, chamam todos para fora, pegam um pouco de lenha, tacam fogo, mais uma historia a contar. Ah as historias, lembro-me muito bem das historias da vovó, sobre aquele sertão prospero, de um povo prospero, como um dia já foi e como se depender de nos será um dia.
E lá acima, naquele horizonte, naquela colina, as duas casinhas, sempre ali... Para sempre ali.

